Hidrelétrica Teles Pires: Energia Eficiente

Categoria: Novidades


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ABRIL 2019 – Compensação Financeira UHE Teles Pires -Jacareacanga/PA e Paranaíta/MT

16/04/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Acompanhe por aqui os valores da Compensação Financeira pelo uso dos recursos hídricos pagos pela Hidrelétrica Teles Pires aos municípios de Jacareacanga no Pará e Paranaíta em Mato Grosso.

2019- Compensação Financeira aos estados e municípios

2019- Compensação Financeira aos órgãos do Governo Federal

A Compensação Financeira, instituída pela Constituição Federal de 1988, em seu artigo 20, § 1o, e regulamentada pela Lei nº 7.990/1989, corresponde à indenização aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, pelo resultado da exploração de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica.

http://www2.aneel.gov.br/area.cfm?idArea=540&idPerfil=2

* Órgãos do governo federal: Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDTC; Ministério de Minas e Energia – MME; e Ministério do Meio Ambiente – MMA.

FONTE: Site ANEEL – http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/cmpf/gerencial

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Série Retratos -Parte 06: Da vergonha da ‘gleba’ ao orgulho de ser modelo

09/04/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.
Vergonha. Era esse o sentimento que abatia Diemerson Junior da Silva, então um adolescente com 13 para 14 anos, quando dizia que morava no Assentamento São Pedro, em Paranaíta (MT), pelos idos de 2008. “O pessoal lá do Centro de Paranaíta falava que a gente morava na gleba, que é como eles chamavam o assentamento”, lembra Diemerson, hoje com 23 anos.

Assentamento São Pedro

As lembranças de um lugar que era “só mato” parecem tão distantes quanto a vergonha que Diemerson nutria tempos atrás. Assim como muitas outras famílias de São Pedro, a de Diemerson vive do que produz em seu lote de terra, e o jovem nem pensa em ser mais um migrante do campo para a cidade. “Hoje a gente tem esperança. Meu lugar é aqui”, diz ele.

Em São Pedro, os assentados são os seus próprios senhores. Que o diga o Diemerson, que hoje é secretário da Cooperativa Mista de Agricultores do Assentamento São Pedro e está prestes a se formar em Ciências Contábeis. “Somos eu, meu irmão mais novo, meu pai e minha mãe na propriedade. Fomos uma das famílias pioneiras assentadas. A gente mexe com gado leiteiro, estamos implantando a piscicultura, criamos galinha, porco, de tudo. Já temos três escolas municipais e uma estadual no assentamento. Esse desenvolvimento mexe com a autoestima da gente. Nós somos um dos maiores assentamentos do Brasil e podemos ser um modelo. Quero ver isso aqui crescer”.

Nem precisa perguntar ao Diemerson qual o sentimento que nutre hoje no lugar da vergonha que sentia lá atrás. Basta olhar nos olhos dele quando fala de São Pedro. Orgulho.​

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Série Retratos – Parte 05: O Mago das Plantas

08/04/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Sabe aqueles cuidados de pai para filha? Saber que ela não gosta de cebola, que odeia acordar cedo, que adora o bico do pão francês? Pois são esses esmeros de pai que o botânico José Hypólito Piva reserva às cerca de 250 espécies cultivadas no Viveiro de Mudas do Assentamento São Pedro. Saem de lá por ano 600 mil mudas para suprir os programas ambientais da Usina Hidrelétrica Teles Pires e municiar os programas de recuperação de nascentes e de unidades demonstrativas do Projeto de Revitalização do Assentamento São Pedro (PRASP)​. De quebra, o viveiro doa mudas para projetos de reflorestamento de municípios como Paranaíta e Alta Floresta, ambos em Mato Grosso.

Mais do que um profundo conhecedor da flora amazônica – tem vários trabalhos publicados sobre o tema –, Piva é um apaixonado pelas espécies da região, e se sente feliz como um mateiro quando adentra a floresta para visitar suas “filhas” e colher novos exemplares para o viveiro. “Temos aqui espécies que podem sobreviver três ou quatro meses dentro d’água, como a genipa spruceana (um tipo de jenipapo), e outras que aguentam sequidão extrema, como o pau-viola”, ele descreve, enquanto vai passeando pelos canteiros do imenso viveiro.

Piva é um dos responsáveis pelo programa de monitoramento de flora da UHE Teles Pires e vem acompanhando há mais de cinco anos as espécies na área de influência da usina. Há algumas, como a castanheira e o mogno, que estão na lista de ameaçadas de extinção. “Dentro da área coberta pelo programa de monitoramento da UHE Teles Pires só temos um pé de mogno. E, na região, não temos mais do que 15 exemplares. Por isso produzimos aqui mudas de mogno, para repovoar a região. É um trabalho fundamental”.​​

E Piva vai percorrendo os canteiros, com seus cuidados de pai. Do pinho cuiabano, fiquem todos sabendo, pode-se dizer que é uma planta de platô, de área seca, com a semente tida como ortodoxa, de flor amarela jeitosa e perfumada, e que pode alcançar até 40 metros de altura. A já citada genipa spruceana tem como parenta próxima a genipa americana que, ao contrário da spruceana, cujo fruto é pouco aproveitável, produz frutos capazes de gerar sucos e licores admiráveis. Mas são as mudas de mogno que merecem mais atenção do mago das plantas – a espécie pode chegar a mais de 50 metros de altura e quase seis metros de circunferência.​

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Série Retratos – Parte 04: A água da vida recuperada nas nascentes

04/04/2019. Publicado em Imprensa, Novidades.

Foi por falta de informação que a agricultora Rosineide dos Santos Rocha estava pouco a pouco vendo agonizar uma verdadeira mina de ouro em seu lote de terra na comunidade Nova União: uma nascente de água. Mas isso foi antes da chegada de uma das ações mais importantes do ​PRASP – a recuperação de nascentes. O Assentamento São Pedro tem mais de 600 delas, e 124 foram escolhidas para revitalização prioritária, por estarem em vias de extinção. Entre elas a que fica atrás de dois imponentes pés de buriti a menos de 50 passos da casa de Rosineide.

“Cheguei aqui há 14 anos e essa área já estava desmatada. Fui vendo a nascente diminuir dia a dia. Mas não tinha condições de fazer a recuperação. A chegada do projeto veio ajudar muito a mim, minha família e a toda a comunidade. É uma coisa muito preciosa. Essa nascente leva água pra minha casa e para o leito do rio, ajudando outras famílias e a natureza”, conta Rosineide, que tem seis filhos e cinco netos. A nascente por trás dos pés de buritis é na verdade uma bacia com vários olhos que minam água o ano inteiro, e se juntam para formar um córrego que deságua no Rio Paranaíta, que por sua vez deságua no Rio Teles Pires. Por isso é considerada um símbolo do trabalho do PRASP na recuperação dessas fontes de água.

O primeiro passo para a recuperação de uma nascente é cercar a área para evitar a entrada de animais. Depois é feito o preparo do solo para o plantio de mudas frutíferas e florestais – todas nativas da região e vindas do viveiro do próprio assentamento. “Como essa nascente fica em uma descida, o objetivo é plantarmos essas espécies ao redor dela para protegê-la de insumos que possam deslizar pela encosta e causar seu assoreamento”, explica a engenheira florestal Samara de Souza. Daqui a alguns meses, quando terminar a estação das águas, é provável que a nascente de Rosineide esteja cercada por outras espécies que façam companhia aos pés de buriti.​

 

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Série retratos – parte 03: Do garimpo à consciência ambiental

23/03/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Sonho realizado

O nome está registrado em cartório, para quem quiser conferir: Sonho Realizado. Para um ex-garimpeiro que chegou ao Assentamento São Pedro às vésperas do Natal, em 22 de dezembro de 1999, para ocupar pela primeira vez na vida uma terra que podia chamar de sua, não poderia haver nome mais adequado.

Nascido em Água Boa (MG), Boaventura Alves Pereira enxergou no chão fértil da comunidade de Santíssima Trindade um retorno aos campos de sua terra natal. Mas para plantar e criar pasto para o gado, ele teve que derrubar árvores nativas. E agora quer mostrar que a falta de informação do passado se transformou em consciência ambiental. “Eu desmatei, sim. Mas agora vou replantar e servir de exemplo”.
 
Que ninguém duvide, pois seu Boaventura é homem de palavra. Ele foi um dos primeiros assentados a abrir sua terra para a implantação da Unidade Demonstrativa, uma das ações do Programa de Garantia dos Direitos Ambientais do PRASP. A ideia é demonstrar que é possível conciliar uma unidade de produção agrícola com uma área de floresta. “Isso aqui foi falta de conhecimento”, diz ele, olhando para o pasto. “Quando fomos assentados, a gente veio com aquela vontade de trabalhar. Mas, sem noção de como fazer, fomos desmatando, abrindo tudo. Hoje estamos replantando e eu cedi essa minha área de pasto para que outros agricultores do assentamento fossem treinados para fazer o mesmo em suas terras”.​​
 
Já há outras quatro Unidades Demonstrativas no assentamento. Após um inventário de espécies, o PRASP escolheu aquelas que mais se adequassem à revitalização das áreas desmatadas. “Na área aqui do seu Boaventura nós estamos usando 50 mudas de espécies pioneiras, de crescimento rápido, como açaí e pinho cuiabano, que vão dar a sombra necessária ao desenvolvimento de outras 50 mudas de espécies de crescimento mais lento, como a castanha”, ensina a engenheira florestal Samara de Souza, consultora do projeto.
 
Antes lavrador em terras alheias, Boaventura começou plantando arroz e café no Sonho Realizado. Levou seis meses para preparar uma área de pasto e trazer suas seis cabeças de gado. Assim criou os filhos. Hoje mexe com gado leiteiro. “Sei que eu errei lá atrás, não nego meu erro, mas estou pagando com juros e correção monetária”, diz ele, que foi garimpeiro em Alta Floresta e viveu o sonho de ser rico. “Aquelas minhas seis primeiras cabeças de gado eu comprei com diamante do garimpo. Fiz de tudo no garimpo, só não roubei e não matei. Não sei se por falta de oportunidade ou por índole mesmo”, ele ri ao lembrar. Para quem conhece Boaventura e seu sorriso franco, fica a certeza da segunda opção.​​​
https://www.youtube.com/watch?v=DHgsZIqkSRI

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Série retratos – parte 02: De avô para neto

19/03/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

O pequeno Lucas, de quatro anos, é o braço direito do avô Irio para cuidar do gado de leite no Sítio Bom Jesus, na comunidade Santíssima Trindade. Ele tem um chicotinho e imita os gritos do avô quando chama as vacas para beber água no calorão do Assentamento São Pedro. A criação é pequena – são 30 cabeças –, mas com a ajuda do Projeto de Revitalização do Assentamento São Pedro (PRASP) a produção cresceu de 120 litros de leite por dia, em março de 2018, para 200 litros, seis meses depois. Com o manejo adequado do rebanho, seu Irio agora tem mais tempo para brincar com o neto, que gosta de trocar seu bonezinho pelo chapelão de palha do avô.

“Lucas chama os bezerros, me ajuda a tocar o gado, onde eu estou ele está junto. Não larga de mim. Esse aqui é fera”, diz Irio Antonio Zeczkoski, 55 anos, que veio com a família do Paraná para o Mato Grosso quando tinha dez anos. Ele começou a mexer com gado de leite há dois anos, mas encontrava dificuldade com a pastagem e o manejo dos animais. O projeto da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) chegou para mudar esse quadro, com o conceito de integração floresta-pecuária. “Entre as ações desse planejamento há o plantio de árvores para sombreamento para o gado e conservação do solo, com mudas fornecidas pelo viveiro do próprio assentamento, como mogno africano e eucalipto”, explica a médica-veterinária Sammara Nascimento, consultora do PRASP.​
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O gado do Sítio Bom Jesus andava muito no sol para pastar e beber água e, com esse esforço, produzia pouco. O novo sistema de manejo permite que se tenha um maior número de animais por área, aumentando a produtividade.

O projeto também elaborou uma dieta para os animais feita por seu Irio no próprio sítio com milho, soja, algodão e sais minerais. “Antes eu comprava a ração em loja, foi mais uma economia”, diz Irio, que faz a ordenha das vacas manualmente. Com a ajuda do Luquinha, é claro.​

 

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Série Retratos parte 01- Da picada de passar jerico à cooperativa

18/03/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Uma história de sucesso em parceria com a Usina Teles Pires

A  série #Retratos conta histórias inspiradoras de moradores do assentamento São Pedro, em Paranaíta (MT), no portal da Amazônia e entorno da nossa Usina Hidrelétrica Teles Pires. Há 3 anos iniciamos o Projeto de Revitalização do Assentamento São Pedro (PRASP) com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das 600 famílias que moram nesta região.

O agricultor Rainério dos Santos, 58 anos, foi um dos pioneiros da ocupação do Assentamento São Pedro. “No início, a gente tinha que abrir picada de passar jerico, foi um sacrifício, pegando carona em caminhão de tora”, lembra o paranaense de Tuneiras do Oeste, que veio com a família para o Mato Grosso em 1979. “Eu fui um jovem que saiu de sua terra por falta de oportunidades. Quero que os jovens aqui tenham as oportunidades que não tive”.

As oportunidades estão sendo abertas pela Cooperativa Mista de Agricultores do Assentamento São Pedro (Coomasp), da qual Rainério é presidente. Um sonho que ele vem acalentando desde o início dos anos 2000, quando ele e um grupo de agricultores entraram na área e batizaram a primeira comunidade como uma remissão ao paraíso: Jardim do Éden. O Assentamento São Pedro era então uma fazenda improdutiva desapropriada (em 1998) pelo Governo Federal para fins de reforma agrária. Uma imensa área de 35.000 hectares – maior que metrópoles como Belo Horizonte e Recife.

Tão gigante quanto a área era o desafio. “A gente não tinha noção de organização. Para conseguir escola para nossos filhos, eu fui de casa em casa de bicicleta, pelas picadas, para pegar os nomes das crianças e pedir uma sala de aula à Prefeitura de Paranaíta”, recorda Rainério. A sala de aula era coberta por folhas de coqueiro, as mesas e cadeiras feitas com tocos de madeira. “A gente lutou muito porque era nosso pedaço de terra, o lugar que a gente iria viver e criar nossos filhos. Então

 

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Selo Verde: Usina Hidrelétrica Teles Pires conquista certificado de gestão socioambiental responsável

13/02/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

A Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), décima maior geradora de energia do país,  foi certificada com o Selo Verde do Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, categoria Gestão Socioambiental Responsável, na 11ª edição do Prêmio Chico Mendes 2018.

O certificado é um reconhecimento da ONG às empresas que, por meio de  programas e ações, buscam o equilíbrio econômico, social e ambiental ao implementar  melhorias na região onde atuam. É a segunda vez que a CHTP conquista a certificação, a primeira foi em 2014.

O certificado tem validade até dezembro de 2019. Para receber a certificação, a companhia passou por um criterioso processo de avaliação, realizado por técnicos do Instituto Chico Mendes. Os profissionais analisaram  a política socioambiental implantada no empreendimento, o atendimento à legislação vigente, programas de comunicação e educação ambiental, a gestão de pessoas, de recursos hídricos, de resíduos,  de energia e mudanças climáticas e biodiversidade, baseadas na lei 10165/2000.

Para a diretora Administrativa Financeira da CHTP, Ana Graciela Granato, o certificado é o reconhecimento do compromisso  da empresa  com a população e com o meio ambiente. “A usina Teles Pires gera energia limpa e renovável  para milhões de famílias , indústrias, hospitais e escolas, entre outras unidades consumidoras, buscando contribuir para o desenvolvimento do país. Junto com a implantação do empreendimento veio uma  gestão voltada ao aprimoramento de práticas sustentáveis que fazem parte de nossas metas, da missão e dos valores da usina Teles Pires”, destacou a diretora.

Apesar do grande potencial de geração de energia, capaz de abastecer uma cidade com cerca de cinco milhões de pessoas, a hidrelétrica foi construída na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará em sistema  “fio d’água”, o que reduz a quantidade de áreas alagadas e diminui os impactos ambientais. A CHTP desenvolve 44 programas socioambientais previstos no Licenciamento Ambiental, que envolvem estudos e atividades de educação ambiental, recomposição florestal, proteção de Áreas de Preservação Permanente (APP),  fomento de atividade econômica,  monitoramentos e  preservação da fauna, flora e meio físico (ar, água e solo), entre outras atividades,  nos municípios de Jacareacanga (PA), Paranaíta e Alta Floresta (MT).  Além de 18 programas socioambientais voltados às populações indígenas da região.

Com uma gestão voltada à qualidade operacional, ambiental e de saúde e segurança ocupacional,  o empreendimento também possui  as certificações das normas ABNT/NBR/ISO 9001:2015, ABNT/NBR/ISO 14001:2015 e OHSAS 18001:2007.

 Além do selo, a CHTP vai receber o Prêmio Chico Mendes 2018. A  cerimônia de entrega será realizada no mês de março, em Curitiba. A CHTP é controlada pelo Grupo Neoenergia (51%), que tem como sócias Eletrosul (24,5%) e Furnas (24,5%), ambas do grupo Eletrobrás.

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Campanha de Preservação de APP

29/01/2019. Publicado em Áudios, Imprensa, Novidades.

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Programa ambiental da Usina Teles Pires descobre três novas espécies de peixes

16/01/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Três novas espécies de peixes foram descritas com base no trabalho do Programa de Monitoramento e Estudos da Ictiofauna na região de influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires, localizada no Rio Teles Pires, entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). As novas espécies são Myleus pachyodus (família Serrasalmidae); Ageneiosus apiaka (família Auchenipteridae); e Hyphessobrycon pinnistriatus (sem família definida).

Os trabalhos de monitoramento iniciaram em 2012.  De acordo com o biólogo João Rodrigo Cabeza, da UHE Teles Pires, a descrição das espécies representa a importância desses estudos para a região do Baixo Teles Pires, bem como para toda a bacia amazônica, “é uma contribuição significativa para o conhecimento científico da região”. O biólogo e mestre em Zoologia Felipe Talin Normando, da empresa Bios, destaca que outras dez espécies ainda estão sendo estudadas e, possivelmente, podem  tornar-se novos registros para o rio Teles Pires.

As três novas espécies foram descritas no Journal of Fish Biology, respeitada publicação científica britânica. O peixe da espécie Myleus pachyodus recebeu a designação de “dentuço” – pela característica de ter dentes grossos e volumosos, ao contrário de seus congêneres, que têm dentes finos. Já o peixe da espécie Ageneiosus apiaka presta uma homenagem ao povo indígena Apiaká, que habita a região do rio Teles Pires e seus afluentes nos estados de Mato Grosso e Pará.

As atividades foram desenvolvidas em parceria com a empresa Bios Soluções Ambientais e os resultados avaliados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para confirmação  taxonômica, exemplares foram encaminhados ao Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (LIRP/USP).

As atualizações das informações relacionadas à identificação e à distribuição das novas espécies do rio Teles Pires tiveram como base a literatura atualizada, a consulta ao pesquisador especialista em taxonomia de peixes amazônicos Willian Massaharu Ohara (USP) e as informações publicadas no livro Peixes do Rio Teles Pires: Diversidade e Guia de Identificação (Ohara et al., 2017), também publicado pela UHE Teles Pires.

A Usina Hidrelétrica Teles Pires possui  1.820 MW de potência instalada, o empreendimento é  controlado pela Neoenergia (51%), que tem como sócias as estatais Eletrosul (24,5%) e Furnas (24,5%).

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