Hidrelétrica Teles Pires: Energia Eficiente

Categoria: Novidades


Compartilhe este espaço. Esta área é destinada aos jornalistas.
Aqui você encontra Avisos de Pauta, Indicação de Fontes e Releases.
Para entrar em contato com a Assessoria de Imprensa, mande seu e-mail para:
comunicacao@uhetelespires.com.br

Série retratos – parte 02: De avô para neto

19/03/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

O pequeno Lucas, de quatro anos, é o braço direito do avô Irio para cuidar do gado de leite no Sítio Bom Jesus, na comunidade Santíssima Trindade. Ele tem um chicotinho e imita os gritos do avô quando chama as vacas para beber água no calorão do Assentamento São Pedro. A criação é pequena – são 30 cabeças –, mas com a ajuda do Projeto de Revitalização do Assentamento São Pedro (PRASP) a produção cresceu de 120 litros de leite por dia, em março de 2018, para 200 litros, seis meses depois. Com o manejo adequado do rebanho, seu Irio agora tem mais tempo para brincar com o neto, que gosta de trocar seu bonezinho pelo chapelão de palha do avô.

“Lucas chama os bezerros, me ajuda a tocar o gado, onde eu estou ele está junto. Não larga de mim. Esse aqui é fera”, diz Irio Antonio Zeczkoski, 55 anos, que veio com a família do Paraná para o Mato Grosso quando tinha dez anos. Ele começou a mexer com gado de leite há dois anos, mas encontrava dificuldade com a pastagem e o manejo dos animais. O projeto da Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) chegou para mudar esse quadro, com o conceito de integração floresta-pecuária. “Entre as ações desse planejamento há o plantio de árvores para sombreamento para o gado e conservação do solo, com mudas fornecidas pelo viveiro do próprio assentamento, como mogno africano e eucalipto”, explica a médica-veterinária Sammara Nascimento, consultora do PRASP.​
seu-irio-e-lucas-sitio-do-bom-jesus.jpg

O gado do Sítio Bom Jesus andava muito no sol para pastar e beber água e, com esse esforço, produzia pouco. O novo sistema de manejo permite que se tenha um maior número de animais por área, aumentando a produtividade.

O projeto também elaborou uma dieta para os animais feita por seu Irio no próprio sítio com milho, soja, algodão e sais minerais. “Antes eu comprava a ração em loja, foi mais uma economia”, diz Irio, que faz a ordenha das vacas manualmente. Com a ajuda do Luquinha, é claro.​

 

Continuar lendo esta matéria »

Série Retratos parte 01- Da picada de passar jerico à cooperativa

18/03/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Uma história de sucesso em parceria com a Usina Teles Pires

A  série #Retratos conta histórias inspiradoras de moradores do assentamento São Pedro, em Paranaíta (MT), no portal da Amazônia e entorno da nossa Usina Hidrelétrica Teles Pires. Há 3 anos iniciamos o Projeto de Revitalização do Assentamento São Pedro (PRASP) com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das 600 famílias que moram nesta região.

O agricultor Rainério dos Santos, 58 anos, foi um dos pioneiros da ocupação do Assentamento São Pedro. “No início, a gente tinha que abrir picada de passar jerico, foi um sacrifício, pegando carona em caminhão de tora”, lembra o paranaense de Tuneiras do Oeste, que veio com a família para o Mato Grosso em 1979. “Eu fui um jovem que saiu de sua terra por falta de oportunidades. Quero que os jovens aqui tenham as oportunidades que não tive”.

As oportunidades estão sendo abertas pela Cooperativa Mista de Agricultores do Assentamento São Pedro (Coomasp), da qual Rainério é presidente. Um sonho que ele vem acalentando desde o início dos anos 2000, quando ele e um grupo de agricultores entraram na área e batizaram a primeira comunidade como uma remissão ao paraíso: Jardim do Éden. O Assentamento São Pedro era então uma fazenda improdutiva desapropriada (em 1998) pelo Governo Federal para fins de reforma agrária. Uma imensa área de 35.000 hectares – maior que metrópoles como Belo Horizonte e Recife.

Tão gigante quanto a área era o desafio. “A gente não tinha noção de organização. Para conseguir escola para nossos filhos, eu fui de casa em casa de bicicleta, pelas picadas, para pegar os nomes das crianças e pedir uma sala de aula à Prefeitura de Paranaíta”, recorda Rainério. A sala de aula era coberta por folhas de coqueiro, as mesas e cadeiras feitas com tocos de madeira. “A gente lutou muito porque era nosso pedaço de terra, o lugar que a gente iria viver e criar nossos filhos. Então não tinha abatimento, éramos muito animados”, diz Rainério. ​

Entretanto, muitas famílias desistiram – eram 771 no levantamento original, hoje são 600. As que resistiram puderam ver o nascimento da cooperativa, que se formou com a ajuda do PRASP há dois anos. Também puderam ver as picadas de passar jerico se transformarem em largas estradas de terra por onde hoje circulam tratores e caminhões.​

Continuar lendo esta matéria »

Selo Verde: Usina Hidrelétrica Teles Pires conquista certificado de gestão socioambiental responsável

13/02/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

A Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), décima maior geradora de energia do país,  foi certificada com o Selo Verde do Instituto Internacional de Pesquisa e Responsabilidade Socioambiental Chico Mendes, categoria Gestão Socioambiental Responsável, na 11ª edição do Prêmio Chico Mendes 2018.

O certificado é um reconhecimento da ONG às empresas que, por meio de  programas e ações, buscam o equilíbrio econômico, social e ambiental ao implementar  melhorias na região onde atuam. É a segunda vez que a CHTP conquista a certificação, a primeira foi em 2014.

O certificado tem validade até dezembro de 2019. Para receber a certificação, a companhia passou por um criterioso processo de avaliação, realizado por técnicos do Instituto Chico Mendes. Os profissionais analisaram  a política socioambiental implantada no empreendimento, o atendimento à legislação vigente, programas de comunicação e educação ambiental, a gestão de pessoas, de recursos hídricos, de resíduos,  de energia e mudanças climáticas e biodiversidade, baseadas na lei 10165/2000.

Para a diretora Administrativa Financeira da CHTP, Ana Graciela Granato, o certificado é o reconhecimento do compromisso  da empresa  com a população e com o meio ambiente. “A usina Teles Pires gera energia limpa e renovável  para milhões de famílias , indústrias, hospitais e escolas, entre outras unidades consumidoras, buscando contribuir para o desenvolvimento do país. Junto com a implantação do empreendimento veio uma  gestão voltada ao aprimoramento de práticas sustentáveis que fazem parte de nossas metas, da missão e dos valores da usina Teles Pires”, destacou a diretora.

Apesar do grande potencial de geração de energia, capaz de abastecer uma cidade com cerca de cinco milhões de pessoas, a hidrelétrica foi construída na divisa dos estados de Mato Grosso e Pará em sistema  “fio d’água”, o que reduz a quantidade de áreas alagadas e diminui os impactos ambientais. A CHTP desenvolve 44 programas socioambientais previstos no Licenciamento Ambiental, que envolvem estudos e atividades de educação ambiental, recomposição florestal, proteção de Áreas de Preservação Permanente (APP),  fomento de atividade econômica,  monitoramentos e  preservação da fauna, flora e meio físico (ar, água e solo), entre outras atividades,  nos municípios de Jacareacanga (PA), Paranaíta e Alta Floresta (MT).  Além de 18 programas socioambientais voltados às populações indígenas da região.

Com uma gestão voltada à qualidade operacional, ambiental e de saúde e segurança ocupacional,  o empreendimento também possui  as certificações das normas ABNT/NBR/ISO 9001:2015, ABNT/NBR/ISO 14001:2015 e OHSAS 18001:2007.

 Além do selo, a CHTP vai receber o Prêmio Chico Mendes 2018. A  cerimônia de entrega será realizada no mês de março, em Curitiba. A CHTP é controlada pelo Grupo Neoenergia (51%), que tem como sócias Eletrosul (24,5%) e Furnas (24,5%), ambas do grupo Eletrobrás.

Continuar lendo esta matéria »

Campanha de Preservação de APP

29/01/2019. Publicado em Áudios, Imprensa, Novidades.

Continuar lendo esta matéria »

Programa ambiental da Usina Teles Pires descobre três novas espécies de peixes

16/01/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Três novas espécies de peixes foram descritas com base no trabalho do Programa de Monitoramento e Estudos da Ictiofauna na região de influência da Usina Hidrelétrica (UHE) Teles Pires, localizada no Rio Teles Pires, entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). As novas espécies são Myleus pachyodus (família Serrasalmidae); Ageneiosus apiaka (família Auchenipteridae); e Hyphessobrycon pinnistriatus (sem família definida).

Os trabalhos de monitoramento iniciaram em 2012.  De acordo com o biólogo João Rodrigo Cabeza, da UHE Teles Pires, a descrição das espécies representa a importância desses estudos para a região do Baixo Teles Pires, bem como para toda a bacia amazônica, “é uma contribuição significativa para o conhecimento científico da região”. O biólogo e mestre em Zoologia Felipe Talin Normando, da empresa Bios, destaca que outras dez espécies ainda estão sendo estudadas e, possivelmente, podem  tornar-se novos registros para o rio Teles Pires.

As três novas espécies foram descritas no Journal of Fish Biology, respeitada publicação científica britânica. O peixe da espécie Myleus pachyodus recebeu a designação de “dentuço” – pela característica de ter dentes grossos e volumosos, ao contrário de seus congêneres, que têm dentes finos. Já o peixe da espécie Ageneiosus apiaka presta uma homenagem ao povo indígena Apiaká, que habita a região do rio Teles Pires e seus afluentes nos estados de Mato Grosso e Pará.

As atividades foram desenvolvidas em parceria com a empresa Bios Soluções Ambientais e os resultados avaliados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para confirmação  taxonômica, exemplares foram encaminhados ao Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (LIRP/USP).

As atualizações das informações relacionadas à identificação e à distribuição das novas espécies do rio Teles Pires tiveram como base a literatura atualizada, a consulta ao pesquisador especialista em taxonomia de peixes amazônicos Willian Massaharu Ohara (USP) e as informações publicadas no livro Peixes do Rio Teles Pires: Diversidade e Guia de Identificação (Ohara et al., 2017), também publicado pela UHE Teles Pires.

A Usina Hidrelétrica Teles Pires possui  1.820 MW de potência instalada, o empreendimento é  controlado pela Neoenergia (51%), que tem como sócias as estatais Eletrosul (24,5%) e Furnas (24,5%).

Continuar lendo esta matéria »

Nova espécie de macaco é descoberta a partir de programa de monitoramento da Usina Teles Pires

09/01/2019. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Uma nova espécie de primata, batizada de Plecturocebus grovesi (zogue-zogue) foi descoberta a partir dos resultados do Programa de Monitoramento de Primatas da Usina Hidrelétrica  Teles Pires, localizada na divisa dos municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA). O programa foi desenvolvido entre os anos de 2012 e 2017, e contribuiu para uma sequência de estudos que levaram à descrição da nova espécie.

O trabalho que resultou na descoberta do zogue-zogue foi coordenado pelo pesquisador Fabiano Rodrigues de Melo, da Universidade Federal de Goiás. A nova espécie de primata foi batizada de Plecturocebus grovesi em homenagem ao professor britânico Colin Groves, uma das maiores autoridades mundiais em taxonomia de primatas, falecido em 2017.

Entre os participantes do programa ambiental da UHE Teles Pires estão diversos profissionais em Ciências Biológicas que ajudaram a desenvolver os trabalhos de campo, como os biólogos Raony de M. Alencar e Diego Afonso Silva, que atuaram nas atividades ao longo do monitoramento. A descoberta da nova espécie de primata representa a importância desses estudos, enriquecendo o conhecimento sobre a fauna amazônica.

De acordo com pesquisadores, serão necessárias medidas de proteção para resguardar o futuro do primata que, recém-encontrado, já  é uma espécie categorizada como Criticamente Ameaçada na União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A descrição da nova espécie envolveu pesquisadores de diversas instituições, tanto nacionais, como os da Universidade Federal do Amazonas, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal de Goiás, Universidade Federal do Mato Grosso, Universidade do Estado do Mato Grosso, Universidade Federal do Pará e Instituto de Desenvolvimento Sustentável, quanto estrangeiras, dentre elas  a Universidade de  Salford, UCLA Institute for Society and Genetics,  Global Wildlife Conservation e Stony Brook University.

O Programa de Monitoramento de Primatas desenvolvido pela UHE Teles Pires integra as ações de licenciamento ambiental do empreendimento  conduzidas pelo Ibama. Além dele, são realizados monitoramentos de flora, fauna, água, entre outros. A Companhia Hidrelétrica Teles Pires também promove a preservação de 194 km²  de Áreas de Preservação Permanente (APP) no entorno do reservatório e nos próximos anos serão produzidas e plantadas aproximadamente três milhões de mudas de itaúba, jatobá, embaúba, mogno entre outras espécies nativas  para formação de  quatro mil hectares de floresta na região.

Continuar lendo esta matéria »

Estudantes e professores da Unemat realizam visita técnica à Usina Teles Pires

09/11/2018. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Um grupo formado por professores e alunos da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) visitou a Usina Hidrelétrica Teles Pires, no dia 31 de outubro, com objetivo de conhecer o processo de licenciamento e os programas ambientais desenvolvidos pelo empreendimento localizado na divisa dos municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA).

Dezesseis professores e estudantes de Engenharia Florestal e pós-graduandos em Biodiversidade e Agrossistemas Amazônicos tiveram a oportunidade de participar de uma série de atividades com profissionais da UHE Teles Pires. Além de conhecer as instalações do empreendimento, o grupo assistiu a uma palestra em que foram abordados diversos temas sobre a operação do empreendimento, as medidas de segurança, programas ambientais, instalação de grades anticardumes para proteção da ictiofauna (peixes) e geração e distribuição de energia.

Durante a visita, a equipe da UHE Teles Pires também apresentou as atividades dos programas de Recomposição Florestal e de Implantação de Áreas de Preservação Permanente desenvolvidos pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP), consórcio responsável pela operação da usina. Os programas contemplam, até 2023, ações para regeneração natural e recomposição florestal de aproximadamente quatro mil hectares no entorno do reservatório e demais áreas do empreendimento. A estimativa é de realizar o plantio de cerca de três milhões de mudas de espécies nativas.

Outra iniciativa apresentada durante a visita foi o programa de gerenciamento de resíduos, que inclui iniciativas para tratamento dos afluentes, coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos gerados na usina.

Doutora em Engenharia Florestal e professora da Unemat, Juliana Garlet, comentou sobre a importância em buscar atividades práticas relacionadas aos temas abordados em sala de aula. “Viemos com o objetivo de conhecer as medidas de mitigação e os programas de monitoramento ambientais realizados por um empreendimento de grande porte que passou pelo processo de licenciamento e avaliação de impactos ambientais na Amazônia”, disse.

A CHTP viabiliza o desenvolvimento de projetos ambientais que buscam a preservação da fauna, flora, água e solo na região com o objetivo de amenizar possíveis modificações que ocorreram em seu meio.

Sobre a UHE Teles Pires

A Usina Hidrelétrica Teles Pires, construída no Rio Teles Pires, afluente do rio Tapajós, na fronteira dos estados do Pará e Mato Grosso, nos municípios de Jacareacanga (PA) e Paranaíta (MT) tem potência instalada de 1.820 megawatts, energia suficiente para abastecer uma população de cinco milhões de habitantes.

Continuar lendo esta matéria »

ACOMPANHE OS VALORES DA COMPENSAÇÃO FINANCEIRA AOS MUNICÍPIOS

20/10/2018. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

ACOMPANHE POR AQUI OS VALORES DA COMPENSAÇÃO FINANCEIRA PELO USO DOS RECURSOS HÍDRICOS PAGOS PELA HIDRELÉTRICA TELES PIRES AOS MUNICÍPIOS DE JACAREACANGA NO PARÁ E PARANAÍTA EM MATO GROSSO.

 

* ÓRGÃOS DO GOVERNO FEDERAL: FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO – FNDTC; MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA – MME; E MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE – MMA.
FONTE: SITE ANEEL – HTTP://WWW2.ANEEL.GOV.BR/APLICACOES/CMPF/GERENCIAL

 

Continuar lendo esta matéria »

UHE Teles Pires orienta população sobre uso e ocupação de áreas na região do lago

20/09/2018. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

A equipe de Fiscalização Ambiental e Sociopatrimonial da Usina Hidrelétrica Teles Pires, localizada entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA), constatou nos últimos meses uma série de ocupações irregulares praticadas por terceiros que resultaram na degradação ambiental de Áreas de Preservação Permanente (APP’s), entre outros crimes ambientais na região de abrangência do reservatório nos rios Teles Pires e Paranaíta. Por se tratar de área particular e de Preservação Permanente é proibido qualquer tipo de ocupação não autorizada na localidade.

Durante os monitoramentos via terrestre, fluvial e aéreo realizados pelos fiscais da hidrelétrica para coibir ações de degradação e promover a mitigação de possíveis impactos, foram identificados acampamentos, construções de barracos, casas, pesqueiros, cevas e estruturas flutuantes, além de armadilhas e apetrechos que caracterizam pesca predatória, prática de queimadas e diversos resíduos entre copos descartáveis, sacolas, latas e até embalagens de agrotóxicos dentro e fora da água.  No caso de estruturas flutuantes, mesmo que sigam as normas ambientais e estejam regulamentadas junto a Marinha do Brasil conforme determina a legislação (Normam’s 11 e 17 – DPC -Marinha do Brasil), não podem permanecer dentro da área restrita do reservatório, que é delimitada por boias e placas de orientação, e nem ancoradas em APP.

A Lei de Crimes Ambientais nº 9.605/98 estabelece penalidades para os infratores que variam desde multa, recuperação do dano ambiental, detenção por até três anos, sanção civil entre outras punições. De acordo com a gravidade do crime, as penas podem ser maiores e cumulativas.

Conforme a legislação vigente é considerado crime ambiental todo e qualquer dano ou prejuízo causado a plantas (flora), animais (fauna), e outros recursos naturais (água, solo, minerais etc.), além do patrimônio cultural. Isso inclui pesca predatória, extração ilegal de ouro e areia, caça de animais silvestres, criação de gado, cultivo agrícola ou paisagístico em APP, abertura de estradas e passagens não autorizadas pelos órgãos competentes, construções em ilhas e margens de rios, entre outros.

Ao identificar os crimes contra o meio ambiente, os fiscais da UHE Teles Pires aplicam a notificação extrajudicial ao infrator estabelecendo um prazo para desocupar a área e reparar os danos ambientais. Caso o alerta não seja cumprido, são acionadas a Polícia Judiciária Civil e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para as medidas necessárias de acordo com a legislação.

O lago da hidrelétrica tem cerca de 70 quilômetros de comprimento ao longo do rio Teles Pires com sua área de remanso e término logo abaixo da foz do rio Santa Helena. Além disso, possui um braço longo na margem esquerda, formado na várzea do rio Paranaíta, e quatro braços curtos, sendo um na margem direita e os outros três na margem esquerda, totalizando 150 km² de extensão, sendo 16% no município de Jacareacanga (PA) e 84% em Paranaíta (MT). A UHE Teles Pires mantém nesse local 194 km² de APP. São faixas de mata ciliar protegidas por lei (Código Florestal Lei nº 12.651/12) que variam de 30 a 600 metros a partir da cota máxima de água.

 –Plano ambiental com participação popular

A Companhia Hidrelétrica Teles Pires está elaborando o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno do Reservatório Artificial (Pacuera), que vai definir de forma participativa com a população, entidades e autoridades políticas a ocupação das áreas ao redor do lago, considerando o desenvolvimento sustentável das atividades turísticas, de lazer e econômicas, e também da proteção e recuperação das áreas de interesse ambiental.

Para mais informações, esclarecimento de dúvidas e denúncias, a população pode entrar em contato com a Ouvidoria da UHE Teles Pires pelo e-mail  ouvidoria@uhetelespires.com.br  ou pelo telefone 0800-647 2177.

Continuar lendo esta matéria »

UHE Teles Pires alerta sobre instalação de flutuantes nos rios Teles Pires e Paranaíta

29/08/2018. Publicado em Imprensa, Notícias, Novidades.

Preocupada com o número elevado de estruturas flutuantes em situação irregular na área do reservatório nos rios Teles Pires e Paranaíta, a UHE Teles Pires lançou no mês de agosto uma campanha de conscientização ambiental para que os proprietários regularizem a situação junto aos órgãos responsáveis e respeitem a área de acesso restrito do reservatório para evitar acidentes e degradações ao meio ambiente.

Encaixam-se nessa categoria, os proprietários de tablados, casas, comércios, pousadas, pesqueiros, píer, rampas, atracadouros, passarelas, construções lançadas da terra sobre o corpo d’água e qualquer outra estrutura construída sobre base flutuante ou pilares na região do reservatório entre os municípios de Paranaíta (MT) e Jacareacanga (PA).

Para instalar e manter dispositivos flutuantes em águas de domínio público em todo o território nacional é necessário atender as legislações municipal, estadual e federal (Normam’s 11 e 17– Marinha do Brasil, Portaria 404/2012 SPU/MP, Lei Nº 9537/97, entre outras). Para iniciar o processo de regulamentação, o proprietário deve entrar em contato com a Marinha do Brasil. Os municípios de Alta Floresta e Paranaíta estão sob a jurisdição da Delegacia Fluvial de Cuiabá. O contato para informações pode ser realizado via telefone (65) 3623-6724 ou pelo site http://www.com6dn.mar.mil.br.
A UHE Teles Pires realiza vistorias periódicas na região do reservatório para monitorar a situação, orientar e alertar os infratores por meio de notificações extraoficiais para regularizarem as embarcações e/ou repararem o dano ambiental causado na área do reservatório. Durante as vistorias na região, é possível encontrar estruturas náuticas sem a documentação necessária e degradações que incluem acessos na mata em Áreas de Preservação Permanente (APP) para interligar a flutuante às margens, abandono de estruturas que não serão mais utilizadas, descarte de dejetos sanitários e resíduos (lixo) em locais não adequados. Além disso, os flutuantes devem cumprir as mesmas especificações exigidas para as embarcações, como luzes, boias e demais equipamentos obrigatórios para manter a segurança dos usuários do rio.

A fiscalização oficial é realizada pela Marinha do Brasil, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). O proprietário que não providenciar a regularização pode receber sanções dos órgãos responsáveis que vão desde multa a retirada da estrutura da água e apreensão.

A UHE Teles Pires ressalta que mesmo que os dispositivos flutuantes sigam as normas ambientais e estejam regulamentados junto a Marinha do Brasil conforme determina a legislação, não podem permanecer dentro da área restrita do reservatório, que é delimitada por boias e placas de orientação e nem ancoradas em APP. Ao longo do rio é preciso respeitar a localização autorizada pela Marinha do Brasil para não dificultar a navegação ou causar acidentes.

Para mais informações, esclarecimento de dúvidas e denuncias, a população pode entrar em contato com a Ouvidoria da UHE Teles Pires pelo e-mail  ouvidoria@uhetelespires.com.br  ou pelo telefone 0800-647 2177. O contato com a Delegacia Fluvial da Marinha do Brasil de Cuiabá pode ser realizado pelo telefone (65) 3623-6724.

Continuar lendo esta matéria »