CHTP promove intercâmbio sobre reflorestamento em Paranaíta

Empenhados nas atividades de Educação Ambiental, membros do projeto Com-Vida, além de alunos e professores das escolas municipais Maria Quitéria e São Pedro, localizadas na zona rural de Paranaíta, participaram no início deste mês de um intercâmbio para troca de experiências sobre recuperação de áreas degradadas.

O encontro foi promovido pela Companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP) em parceria com a empresa Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental e Secretaria Municipal de Educação no sítio São Sebastião, na comunidade São Pedro.

“Em maio de 2014, alunos de quatro escolas do assentamento e da comunidade São Pedro realizaram o plantio de mudas nativas em duas propriedades com objetivo de recuperar a mata ciliar e preservar as nascentes. Hoje viemos até a comunidade para analisar as práticas que deram certo ou não e depois iremos promover uma visita a outra propriedade do projeto, porque nosso objetivo é torná-las referência para que mais produtores possam desenvolver atividades de reflorestamento e de práticas sustentáveis que garantam os recursos hídricos, a fauna e a flora na região”, explicou a coordenadora de Socioeconomia da CHTP, Marcileny Miranda.

O sítio São Sebastião possui 31 alqueires e tem como base a atividade leiteira, cria e recria de gado em pequena escala.  Para reflorestar a área de preservação permanente (APP) do sítio, a CHTP viabilizou arame e mudas de 75 espécies nativas da região amazônica, a exemplo da itaúba, jatobá, embaúba, mogno, dentre outras cultivadas no Viveiro Eco Vida, mantido pelo empreendimento. Os cuidados para garantir o crescimento das mudas ficaram por conta dos moradores da gleba. O proprietário da unidade, Sebastião Guilherme, relata que o processo não é fácil e necessita de replantio, controle de formigas, coroamento entre outros cuidados. “Dá trabalho, mas se eu não faço, o outro não faz, daqui a pouco vai faltar água. As mudas ainda estão pequenas, mas já começam a melhorar o solo. Elas vão segurar água e a erosão, além de  melhorar o ar. Vai valer a pena daqui um tempo chegar aqui e ver como está bonito”, destacou.

A Aluna Caroline Bouzane, da Escola Municipal São Pedro, participou do plantio de mudas em 2014 na propriedade e fala da emoção de retornar ao local para acompanhar o processo. “É um presente pra gente ver como está agora. As mudas estão pequenas ainda e a gente andando ali, estava sofrendo com o calor, se existisse uma floresta, seria diferente. Todo mundo precisa ajudar a preservar nossas nascentes e rios”, disse.

A analista ambiental da Walm, Luciana Swidersk, explica que as atividades de reflorestamento foram executadas no mesmo período, mas com métodos diferenciados. “A escola Tancredo Neves vai dar continuidade aos trabalhos e fazer o replantio de mudas na propriedade do Sr. Marcos Drumond, no assentamento São Pedro. E essa visita dos alunos e do projeto Com-Vida ao sítio São Sebastião, onde as mudas estão mais desenvolvidas, é importante para perceberam as diferenças na forma de plantio e cuidados necessários após essa etapa”, finalizou a analista.

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